TRSLG

Versão portuguesa:

Teste de Recordação Seletiva Livre e Guiada (TRSLG)

Raquel Lemos, Cristina Martins, Mário R. Simões, & Isabel Santana (2012)

Versão original:

Free and Cued Selective Reminding Test (FCSRT)

Herman Buschke (1984); Ellen Grober & Herman Buschke (1987)

Enquadramento

O TRSLG (Buschke, 1984) é uma prova de aprendizagem e memória verbal que permite controlar as condições de codificação e de recuperação por meio da utilização de pistas semânticas no controlo da aprendizagem e na evocação. A aprendizagem é controlada ao impor aos sujeitos a codificação dos itens em resposta à sua categorização semântica; estas mesmas pistas são posteriormente utilizadas para facilitar a evocação dos itens não reproduzidos na evocação livre. Este paradigma fomenta a especificidade da codificação, revelando-se mais eficaz ao permitir uma recordação por meio de pistas e ao garantir uma atenção seletiva e de enquadramento semântico de todos os itens (Buschke, 1984). A performance em ensaios de evocação guiada fornece uma estimativa dos itens armazenados na memória, provando ser minimamente afetada por palpite.

Descrição

Domínio de avaliação: Memória verbal.
Tipo de instrumento: Teste de memória verbal (lista de palavras).
Número de itens: 16 itens/palavras categorizados semanticamente, não relacionados entre si.
Aplicação: Individual, 20-25 minutos de aplicação (mais 30 minutos de intervalo para evocação diferida).
População: A partir dos 50 anos (adultos e idosos).

Dimensões

O TRSLG avalia a aprendizagem, evocação imediata, evocação diferida e retenção. As palavras podem ser evocadas livremente ou com ajuda semântica (pistas).

Estudos

O TRSLG possui estudos de validação em contexto clínico (Defeito Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer).

Investigações futuras

Por exigência dos autores originais da prova, os itens e o TRSLG não podem ser divulgados. O PsyAssessmentLab está disponível para colaborar de forma ativa em projetos de investigação centrados neste instrumento ou em estudos que incluam a sua utilização nos contextos de normalização ou avaliação clínica.

Financiamento

O estudo de adaptação e validação do TRSLG teve início em 2012 e foi desenvolvido com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) através do projecto PIC/IC/83206/2007 atribuído a Isabel Santana, MD, PhD, e de uma Bolsa de Doutoramento [SFRH/BD/74070/2010] concedida a Raquel Lemos.

Contactos

Raquel Lemos (raquelmlemos@hotmail.com)
Mário R. Simões (simoesmr@fpce.uc.pt)
Isabel Santana (isabeljsantana@gmail.com)

Bibliografia fundamental

  1. Buschke, H. (1984). Cued recall in Amnesia. Journal of Clinical Neuropsychology, 6(4), 433-440. doi:10.1080/01688638408401233

  2. Buschke, H. (2002). Buschke Free and Cued Selective Reminding Test. New York: Albert Einstein College of Medicine of Yeshiva University.

  3. Carlesimo, G. A., Perri, R., & Caltagirone, C. (2011). Category cued recall following controlled encoding as a neuropsychological tool in the diagnosis of Alzheimer’s disease: a review of the evidence. Neuropsychology Review, 21(1), 54–65. doi:10.1007/s11065-010-9153-7

  4. Dubois, B., Feldman, H. H., Jacova, C., Dekosky, S. T., Barberger-Gateau, P., Cummings, J., … Scheltens, P. (2007). Research criteria for the diagnosis of Alzheimer’s disease: revising the NINCDS-ADRDA criteria. Lancet Neurology, 6(8), 734-746. doi:10.1016/S1474-4422(07)70178-3

  5. Grober, E., & Buschke, H. (1987). Genuine memory deficits in dementia. Developmental Neuropsychology, 3(1), 13-36. doi:10.1080/87565648709540361

  6. Grober, E., Ocepek-Welikson, K., & Teresi, J. (2009). The Free and Cued Selective Reminding Test: evidence of psychometric adequacy. Psychology Science Quarterly, 51(3), 266–282. PDF

  7. Lemos, R., Martins, C., Simões, M., & Santana, I. (2012). Estudo de adaptação do Teste de Recordação Selectiva Livre e Guiada para a população portuguesa. [Adaptation study of the Free and Cued Selective Reminding Test to the Portuguese population]. Avaliação Psicológica, 11(1), 49-61. PDF

  8. Lemos, R., Simões, M. R., Santiago, B., & Santana, I. (2015). The free and cued selective reminding test: Validation for mild cognitive impairment and Alzheimer’s disease. Journal of Neuropsychology, 9(2), 242-257. doi:10.1111/jnp.12048

  9. Lemos, R., Afonso, A., Martins, C., Waters, J. H., Blanco, F. S., Simões, M. R., & Santana, I. (2015). Selective reminding and free and cued selective reminding in mild cognitive impairment and alzheimer disease. Applied Neuropsychology: Adult, 1-9. doi:10.1080/23279095.2015.1012761

  10. Lemos, R., Duro, D., Simões, M. R., & Santana, I. (2014). The free and cued selective reminding test distinguishes frontotemporal dementia from Alzheimer’s disease. Archives of Clinical Neuropsychology, 29(7), 670-679. doi:10.1093/arclin/acu031

  11. Lemos, R., Cunha, C., Marôco, J., Afonso, A., Simões, M. R., & Santana, I. (2014). Free and Cued Selective Reminding Test is superior to the Wechsler Memory Scale in discriminating mild cognitive impairment from Alzheimer’s disease. Geriatrics & Gerontology International, 15(8), 961-968. doi:10.1111/ggi.12374

  12. Lemos, R., Marôco, J., Simões, M. R., Santiago, B., Tomás, J., & Santana, I. (2015). The free and cued selective reminding test for predicting progression to Alzheimer’s disease in patients with mild cognitive impairment: A prospective longitudinal study. Journal of Neuropsychology. doi:10.1111/jnp.12075

  13. Lemos, R., Marôco, J., Simões, M., & Santana, I. (2016, in press). Construct and Diagnostic Validities of the Free and Cued Selective Reminding Test in the Alzheimer’s disease spectrum. Manuscript submitted for publication.